02/10/2014
Valorização dos benefícios é o diferencial das empresas
Fonte: Revista Apólice
 

As empresas que querem reter seus funcionários e fazer com que eles se sintam cada vez mais valorizados nos cargos que ocupam e no plano de carreira que querem desenvolver precisam estar atentas às necessidades desses colaboradores, uma das principais maneiras de fazer isso é investir em pacotes de benefícios que estejam alinhados às suas expectativas e modos de vida.
Para saber como essas demandas estão sendo respondidas, a Mercer realizou um estudo, apresentado no último dia 25, na sede da Marsh, em São Paulo, sobre os principais benefícios oferecidos por 696 empresas de diversos ramos, como de TI, Química, Transporte, Varejistas, entre outros. 51% das empresas tinham até 500 funcionários e a maior delas acima de 10 mil colaboradores.
Entre as amostras contatou-se que a Assistência Médica continua a ser o carro-chefe entre os, 100% das empresas oferecem esse benefício, logo em seguida estão a Assistência Odontológica e o Seguro de Vida.
“Essa pesquisa feita pela Mercer desde 1988. Estamos na 26ª versão da pesquisa, que é a maior do mercado”, afirma Francisco Bruno, consultor Sênior da área de saúde corporativa da Mercer Marsh Benefícios.
Alguns pontos merecem destaque nesse estudo, como o fato de que dos planos de saúde oferecidos 80% são de nível básico. Eles são os mais veiculados e uma das explicações das empresas desse painel para o fato é de que nesse último um ano e meio, em que foi feita a pesquisa, as participantes procuraram seguir a tendência do mercado que é eliminação de upgrade nos planos, isto é, planos que oferecem uma cobertura básica e permitem que, caso queiram, os funcionários possam contribuir para ter cobertura maior. “Mas as empresas acabaram temendo um uso indiscriminado desse fator e retornaram aos planos que visam o nível hierárquico”, conta Bruno.
Já o reajuste referente aos planos empresariais nesse período foi de 12,1%, comparado a 2013, cerca de 6 pontos acima da inflação do País. Esse crescimento foi provocado, em parte, por novas tecnologias e o envelhecimento da população. Bruno lembra que os que sofrem mais reajustes são os planos básicos, já que os planos executivos são concedidos a menos pessoas e, umas vez desenhados, é muito difícil alterar o padrão estabelecido.
Para que as empresas possam continuar oferecendo esse benefício, é preciso que invistam em algumas medidas essenciais como ficarem mais atentas aos contratos que são fechados e melhorarem a comunicação com seus colaboradores. Programas de gestão de saúde, como os antitabagistas e sobre alimentação saudável, também são uma boa saída para a conscientização.
A coparticipação, para Bruno “é uma prática incentivada por nós. A última coisa que entre em questão é o quanto isso parte do ponto de vista financeiro, mas a capacidade do empregado gerenciar melhor sua ida aos recursos precisa ser moderada e adequada. Se eu não tenho coparticipação facilito o desperdício. Se ele tem que pagar uma parcela colocaria o pé no freio”, acredita o executivo da Mercer. Ainda segundo ele, o plano não pode ser mal usado porque ele é um recurso finito e essa é a consciência que usuários, principalmente de planos básicos, precisam ter em mente.
Independente de qual seja o próximo serviço que irá crescer na preferência dos colaboradores, já que existem oportunidades de serem oferecidos seguro de automóvel, vida complementar, previdência, entre tantos outros, a dica que Francisco Bruno dá às empresas é que elas invistam em benefícios sociais, que se revertam direto ao colaborador e sobre os quais o INSS não incida. “É preciso também ter gente empenhada em comunicação, para mostrar aos funcionários o quanto eles ganham com esses benefícios e como é importante para eles aderir a eles”, finaliza.

Amanda Cruz
Revista Apólice